Em família: um lugar possível para empreender

Um mundo corporativo engessado, com trabalhos entediantes. Ambientes hostis e competitivos, rotinas desgastantes, direitos laborais negligenciados e a fragilização da CLT. Soa familiar pra você? A busca por realização pessoal e satisfação é o que impele as famílias a procurar outras maneiras de trabalhar. Junto de quem se gosta, fazendo o que acredita.

Saudável para todos e para a economia

Quem compra dos pequenos sabe: a sensação de receber algo das mãos de quem faz estabelece uma relação afetuosa de consumo. O empreendedorismo familiar tende a buscar, na maioria dos casos, soluções para problemas do dia a dia, especialmente nas áreas da educação, alimentação ou saúde. O lucro não é, necessariamente, o único termômetro de êxito destes negócios. E o resultado de iniciativas legítimas são produtos e serviços mais confiáveis e inovadores, que muitas vezes nascem para suprir as lacunas deixadas por um mercado que enxerga pessoas apenas como cifras.

O empreendedorismo familiar em micro e pequenas empresas tem se mostrado, também, social e economicamente positivo para a economia do país. Ele representa uma parcela considerável de novos empregos e favorece a distribuição de renda, além de ser um modelo que, geralmente, se realiza com sensibilidade e respeito ao bem-estar dos envolvidos e da comunidade ou localidade onde atua.

Obstáculos do caminho

O medo de se arriscar faz parte da trajetória de novos empreendedores. Enquanto muitos estão investindo tempo e dinheiro em lazer e bens materiais, trabalhando em cargos aparentemente estáveis, o pequeno empreendedor familiar se vê investindo em infraestrutura, matéria-prima, testes ou comunicação, sem resultados relevantes a curto prazo.

A empreitada, às vezes, apresenta alguns entraves: as fronteiras tênues entre as questões pessoais e profissionais ou aquela sensação de que o trabalho nunca termina. No entanto, as vantagens da realização pessoal, flexibilidade de horários, ganhos em qualidade de vida e atenção aos outros aspectos do cotidiano, que não do trabalho, compensam.

Vida própria

Após conceber, gestar e fazer nascer uma pequena empresa, é fácil perceber que ela tem vida própria. Como um filho, ela herda algumas características dos pais, mas mostra personalidade própria. Este processo traz consigo a satisfação, a liberdade e a certeza de que o empenho é por algo verdadeiro.


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Autora:

Juliana Tenorio - Co-criadora da A-UNA

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